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Identidade, Profissão e Cultura Pop

18 de jun.
1 min de leitura

Você já parou para pensar que aquilo que consumimos por diversão também ajuda a construir quem somos?

Um estudo sobre um coletivo de apreciadores da cultura pop mostrou que filmes, séries, games, histórias em quadrinhos e outros produtos culturais vão muito além do entretenimento. Eles funcionam como pontos de encontro, criando vínculos, fortalecendo o sentimento de pertencimento e aproximando pessoas que compartilham interesses, valores e repertórios semelhantes.

A pesquisa também revelou que essas referências influenciam a forma como os indivíduos expressam suas identidades. Roupas, acessórios, coleções, preferências culturais e até a maneira de se comunicar tornam-se formas de demonstrar gostos, afinidades e modos de viver.

Nesse processo, a identidade não aparece como algo pronto, mas como uma construção contínua, alimentada pelas experiências e pelos significados que atribuímos ao que consumimos.

Outro aspecto interessante é que os participantes não se limitavam ao papel de consumidores. Eles produziam eventos, compartilhavam conhecimento, desenvolviam habilidades artísticas e transformavam seus interesses em projetos concretos. O consumo cultural, nesse contexto, tornava-se também um espaço de criatividade, aprendizado e reconhecimento social.

Este é um convite importante para educadores, pais e profissionais que trabalham com jovens: olhar para seus interesses culturais não apenas como lazer, mas como pistas sobre seus valores, pertencimentos e formas de enxergar o mundo. Afinal, a maneira como construímos nossa identidade também influencia os caminhos que consideramos possíveis e significativos para a nossa escolha profissional.

Referência: Brandão, D. F. A. O Consumo da Cultura Pop em um Coletivo Juvenil. Revista Vivência, n. 62, 2023.

 
 
 

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